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CAMINHO

Me locomotivo por loucos motivos
e caminhando impasses largos
jogo todas as pedras-sabão no mesmo saco.
Quando me ressaco
me ex-frego (pois enquanto faço já fiz):
com umas travo
com outras me trago e ex-trago
com outras me cravo e
me cavo buscando ouro
ou melhor
outro.
Com outras então me lavo,
me larvo
e finalmente sou de novo.

Acompanho a Lua nova,
sou sem ser visto

Nasço e morro todos os dias,
como o Sol de ontem.
Mas nunca previsível,
como o Sol de amanhã.
Enquanto hablamos
o Rio é passageiro e,
Louco motivo que sou, deixo-o seguir
é o que ele quer.
As Chuvas e suas amigas
ondas do Mar
querem ir...e voltar
E vou tão...
Sempre que quero
Vou tão salgado

E me deixo ex-perimentar, perimetrando

Experimetrando, deixo-me ficar
Fincando, deixo-me passar
Pássaro, levanto vôo e deixo-me a-voar.

O céu
então colorido de Sol e Lua
agora e sempre terno
pois sempterno
é colorido de mim.

E nas cores-calores que nascem e morrem com o Sol
vejo vocês.

Você se vê?

Me dá sua mão.

Poeta faz poema, o resto é com a gente: Trabalhos

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